sábado, 4 de junho de 2011

Ela se levantava, cuidadosamente já não tinha mais motivos para continuar ali parada. Ia a traz. Corria. Era o que ela queria, então o que de errado poderia acontecer ?  Era certo aquilo, a claro, segundo seu ponto de vista. Ela amarrava o cabelo, indiscreta, ela queria que aquela sensação passasse rápido. Seu apego, aonde está ? Isso a deixou desassossegada, aquilo de que, o que ela mais queria fazer, não podia. Mas ora não, porque ? Sim, ela se perguntava enquanto olhava o teto de seu quarto, enquanto se deitava novamente em sua cama. '' Pensei em desistir. Eu podia fazer isso, mas querido, eu simplesmente não quero. '' Seu pensamento mais constante, mais usual. E que óbvio, já não saia de sua cabeça. Levantou-se, saio delicada-mente de sua casa e caminhou até o metro. Desceu na Av. Paulista. Deveria ser seis da noite. Ah sim, ela estava se libertando dela mesma. Era tanta gente, que ela era só mais uma no meio da multidão. Era um sábado a noite e a sim, ela estava sozinha. Se sentindo sozinha, andando sozinha, sem ninguém. Mas se sentia segura como nunca havia sentindo antes. Bagunçava o cabelo e dava risada, olhou para um menino, e quanto desgosto, ele nem a viu. Mas o que ela podia fazer ? Continuava andando, sem direção. Ela só andava. Entrou em um bar e pediu um café. Ela já esteve neste lugar antes, mas não com isso em seu coração. '' Isso ''. Indefinido e curioso. Era só uma duvida, só isso. Mas não sabia o quanto atormentava ela. E derrepente memórias voltam em sua cabeça, e mais torturante ainda, em seu coração. Enquanto o gosto do café quente estava na boca dela, o cheiro era delicioso. Ela amava. Amava aquele momento. Mesmo com lágrimas em seus olhos, não poderia deixar que seu passado tomasse conta de seu presente, assim, confundido seu futuro. Lembrou-se de um menino que havia conhecido a pouco menos de um ano, e, em tanto pouco tempo, tal garoto já havia saido de sua vida. Sentia saudades, e dor. Saudades poderia ser seu sentimento mais usual. E estava cada vez mais tarde, ela saia do bar e voltara para o metro. Sentava sozinha em um trem com pouco menos de sete pessoas. Ela não sabia o que tinha escondido a traz de tantos olhares, que de tempo em tempo, se cruzavam. Parecia assim que ela via o que tinha a traz do sorriso daquele garoto, que sentava na sua frente. Olhou não para os seus olhos, e sim para a sua alma. Viu um vazio tão grande que se assustou. Mas afinal, o que ela ganhava com isso ? Ganhava um presente gigantes, a certeza de que, o seu vazio estava sendo preenchido com lembranças, e com aventuras que ela estava vivendo dia a dia, assim desocupando aquele imenso vácuo em sua alma. Ah sim, ela voltava a se deitar em sua cama, ela sorria, tinha uma lágrima em seu olho esquerdo, mas não se preocupe, era só de felicidade. Só o que ela mais queria, e achou que fosse pequena e fácil, mas tão imensa e grandiosa, tinha um valor único. Complicado de se conseguir. Chorava pois era um sonho, uma vontade que tinha. Chorar de felicidade parece-me difícil, mas ela conseguia isso tão facilmente que, não chegava a ver o valor que tinha aquela fração de segundo que sentia paz em seu coração. Sim, em seu coração, não só em sua mente.

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